"“Melhor ficar com o rosto vermelho durante dois minutos do que com um sorriso amarelo a vida inteira"
Nem todo mundo sabe o que quer, aliás, as pessoas mais interessantes talvez nunca saibam. Mas a maioria opta pelo caminho mais cômodo. E assim, o mundo se enche de gente sem personalidade, rosto, identidade.Todos produtos de um só sistema. E nessa uniformalizaçao, o que realmente vale a pena, fica perdido. Nao existe espaço para sonhos, sentimentos, aliás, que coisa mais utópica, nao é mesmo? Nao, nao é. Se por acaso ainda acreditamos em algo, é porque sentimos. E se sentimos, existimos. Ainda assim, acredito que só existimos quando nos permitimos ser quem somos. Nao que saibamos necessariamente o que se esconde em nós em plenitude, mas sabemos exatamente o que nao relaciona-se com o pronome meu ou com o verbo ser.Ou ainda, com os dois juntos.
Bochechas vermelhas sao incontroláveis e, por serem involutarias, nao está na lista das reaçoes mais preferidas por ninguem, aposto. Revelam o que nao queríamos demonstrar. Vergonha, paixao, falta de graça. E no fundo, o outro nao pode conhecer nossa "fraqueza". Ninguem pode. Por que nao? Se viemos todos do mesmo lugar, estamos na mesma dimensao e temos, todos, sem exceçao, o mesmo fim (ou quase fim), por que não acreditar na mesma "fórmula" a qual fomos programados. Porque, inutilmente, procuramos ser melhores. O que seria ótimo, caso a comparação fosse com nós mesmos, e nao com o outro. Inútil pelo mais cliche dos motivos: sempre haverá alguem......bla bla bla(entende-se melhor e pior que voce em todas as situaçoes).
Mas, a preocupação com a imagem, nao deveria ser maior que a preocupação com o sentido de estar aqui, com a sua consciencia. Nao que eu acredite na teoria do "dane-se os outros", afinal, a própria consciencia inclui opinioes próprias aperfeiçoadas com as quais convivemos, com as opinioes alheias. Se nao fosse assim, dane-se o social, cada um vive num iglu e se congela sozinho.
Aí, cada um prefere o sorriso que causa dor nas bochechas a tê-las coradinhas naturalmente (por que com blush, é perfeitamente aceitável...mas esse é assunto pra outro post).
Aiai.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Flechas e cupidos
"Meu cupido deve ter mal de Parkinson" (Tati Bernardi)
É com essa frase genial que eu começo o post de hoje:)
E vamos ao famoso, ao mais cliche, ao mais comentado, ao mais musicalizado tema de todos os tempos, lugares e sociedades: o amor.
Não que eu esteja la muito inspirada pra isso, mas eu gostei tanto da frase que tinha que registrá-la em algum lugar, e como ela fala sobre isso, inevitavel tocar no assunto.
Impossível nunca ter se encontrado com ele. Nem que seja o amor materno, familiar, fraterno, solidário, enfim. O amor move as atitudes mais belas e eu desconfio que o mundo ainda nao tenha se autodestruído porque esse sentimento persistente resiste no coraçao até dos mais poderosos.
Mas o cupido atira flechas para "aquele tal amor"e que eu tambem acredito(e espero) que seja conhecido de todos...Não precisa ser o definitivo,o da sua vida, a metade da sua laranja ou a tampa da sua panela(nossa que romantico), mas aquela paixao que voce desconfie ser amor. E pode ate ter se tornado depois.
A verdade é que essa flecha ai te deixa com a perna tremendo, o coração disparado, a mao suando, o pensamento focado em uma só coisa, o mundo rodando em uma outra trajetória e os olhos brilhando, alem claro, daquele sorrisinho patético ao além. Ta, acho que isso é paixão, mas sei la tambem, nenhum dicionário mesmo que contenha, nao conseguirá definir perfeitamento o conceito de paixão e amor. São complexos, porque são próprios de cada um, mas por outro lado, universais. As vezes, distintos, outras vezes causa-consequência e ainda podem estar intimamente ligados. Não importa. Seja la como for, para mim, ambos são essenciais, a paixão claro, tem sua fase, mas o amor.....Mesmo quando a flecha atinge os alvos tortuosos, se expressando das mais diversas formas, ele sim, é vital.
É com essa frase genial que eu começo o post de hoje:)
E vamos ao famoso, ao mais cliche, ao mais comentado, ao mais musicalizado tema de todos os tempos, lugares e sociedades: o amor.
Não que eu esteja la muito inspirada pra isso, mas eu gostei tanto da frase que tinha que registrá-la em algum lugar, e como ela fala sobre isso, inevitavel tocar no assunto.
Impossível nunca ter se encontrado com ele. Nem que seja o amor materno, familiar, fraterno, solidário, enfim. O amor move as atitudes mais belas e eu desconfio que o mundo ainda nao tenha se autodestruído porque esse sentimento persistente resiste no coraçao até dos mais poderosos.
Mas o cupido atira flechas para "aquele tal amor"e que eu tambem acredito(e espero) que seja conhecido de todos...Não precisa ser o definitivo,o da sua vida, a metade da sua laranja ou a tampa da sua panela(nossa que romantico), mas aquela paixao que voce desconfie ser amor. E pode ate ter se tornado depois.
A verdade é que essa flecha ai te deixa com a perna tremendo, o coração disparado, a mao suando, o pensamento focado em uma só coisa, o mundo rodando em uma outra trajetória e os olhos brilhando, alem claro, daquele sorrisinho patético ao além. Ta, acho que isso é paixão, mas sei la tambem, nenhum dicionário mesmo que contenha, nao conseguirá definir perfeitamento o conceito de paixão e amor. São complexos, porque são próprios de cada um, mas por outro lado, universais. As vezes, distintos, outras vezes causa-consequência e ainda podem estar intimamente ligados. Não importa. Seja la como for, para mim, ambos são essenciais, a paixão claro, tem sua fase, mas o amor.....Mesmo quando a flecha atinge os alvos tortuosos, se expressando das mais diversas formas, ele sim, é vital.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
pouco tempo, poucas palavras
"É preciso se despir da vaidade das certezas para alcançar a dor do outro – movimento imprescindível para o amor." Eliane Brum
domingo, 3 de julho de 2011
me....mórias
Uma música inspiradora, um toque de criatividade, um bocado de nostalgia e outro tanto de saudades e go ahead:)
Não sei exatamente se é uma mania, mas sempre me pego pensando no que ja vivi...A viagem ao passado é constante, ao futuro tambem, mas esta é assunto para outro post. Nunca imaginei conhecer tantas pessoas, lugares, momentos, experiencias, na verdade, quando percebi ja estava vivendo e talvez seja a fugacidade que me faz querer reviver sempre, recordando. Fotos, fotos sao os registros mais concretos, além das cartas e vídeos, que nos transportam para outras epocas junto com aquele sentimento de nostalgia, saudade e dúvida por nao saber exatamente como estao algumas pessoas, por onde elas andam ou se lembram de ti.
Relembrar é como afirmar sua própria história. É ter a certeza de que voce está fazendo, nem que seja pequena, mas alguma diferença na vida de alguem. Que voce fez parte, em algum momento, da história de outra pessoa. E a sensação é melhor ainda, quando voce consegue carregar algumas delas consigo, mais do que na memória, mas na convivencia atual. É o que chamam por aí de amigos, na verdadeira essencia do siginificado.
E ainda dizem que uma memória fraca seria ideal....Nao acredito nisso. Viver deslumbradamente sem lembrar o que vc ja fez, seja bom ou ruim, é como existir, apenas.Respirar, piscar os olhos, mas nao utilizar isso como um instrumento, e sim como objetivo, como fim. Existo agora, o minuto atrás nao existe e esse agora tambem nao(porque a um minuto depois, esse agora será o passado). É viver sem aprender. E o que vale uma vida sem aprender com aquilo que ja passamos?
Como diz meu pai: "Tudo em exagero faz mal", e com as recordaçoes nao sao diferentes.... É bom resgatá-las as vezes, mas só as vezes, mais especificamente, naquelas em que voce se sente a sujeira do grao de areia do deserto, como se fosse a pessoa mais insignificante do mundo. Ideal mesmo é o equilíbrio entre o o antes e o depois, que giram em torno do agora.
sábado, 25 de junho de 2011
Junho
Impossível pensar em junho e nao lembrar das suas festas, ou da sua festa, como preferir. São João, Santo Antônio e São Pedro merecem a alegria que se concretiza em quadrilhas, forró, muitaa comida boa, quentão, bandeiloras e cor nos quatro cantos desse país. Talvez por isso que o inverno seja tao menos frio: pelas fogueiras que Iaiá e Ioiô pulam nesse mês. Pelos casais que se formam ou se refazem pelo tradicional método do correio elegante ou pelo pé de serra, ou, pra quem nao gosta de festas juninas, pelo menos pela pipoca, pé de moleque e canjica que parecem ser melhores do que em qualquer outra época do ano.
Mesmo que o sanfoneiro nao te agrade, a festa junina ja fez parte de algum momento importante da sua vida, é inevitável. Alguma coisa inesquecível ja aconteceu ao som dos estalinhos e do triânglo incansável, afinal, quem nao lembra de quando, vestidos de caipira, nossa mae incentivava la na frente, a imitar a tia dançando "olha pro céuu meu amor, ve como ele está liiiindo", entre tantas outras trilhas sonoras da infancia.
É, talvez por ser tao farta, brega e sem muitas frescuras, eu amo festas assim. Só preciso aprender a dançar forró e aproveitá-la integralmente, mas isso sao planos para o futuro e se inclui na série "coisas para se fazer antes dos 110 anos".
E é nesse clima, que muitas vezes, a gente nem percebe os seis meses do ano que ja se passaram....alias, se passaram, porque o já é extremamente subjetivo. Pra mim, seriam apenas seis meses....mas seja como for que eu os conceba, sao seis meses e ponto. Faltam mais seis. É a metade do caminho, ou voce anda pra frente ou.....vc anda pra frente:)
quinta-feira, 23 de junho de 2011
23 de junho de 2011- Corpus Christi
Alguns, aliás, a maioria, infelizmente, nao deve saber o porque de estar em casa hoje, pq as filas do cinema estao lotadas, pq as aulas foram suspensas, porque o dia parece domingo, por fim,porque hoje é feriado. Nao devem saber infelizmente, repito, porque o motivo é nobre, e causas nobres merecem reconhecimento e atenção. Quinta feira, mesmo dia da Santa Ceia e o escolhido para as comemorações de hoje. Tapetes kilométricos enfeitam as ruas de metrópoles e cidades interioranas, todos unidos pela mesma causa: o amor Àquele que deu a vida por nós e hoje, somente hoje, sai do templo Igreja para se fazer Igreja nas procissões ao redor do mundo inteiro, ou pelo menos, do mundo cristão inteiro. E assim, leva paz aos coraçoes daqueles que O seguem, louvam e confiam. Fé é isso. É irracional, é passional, é sentir, é acreditar naquilo que nao se vê com os olhos, mas de alguma forma, se faz certeza em nossa vida. Certeza essa que, cada um atinge quando a ligação com Deus é mais concreta, e deixa de ser uma ligação, para ser uma Comunhão. E em essência, é o que hoje comemoramos, a Comunhão com o nosso Criador que, a cada Euscaristia, se faz presente, perto de cada um de nós.
Ao presenciar essa Comunhão, todas as perguntas que incomodam minha mente dia após dias, parecem nao ter mais sentido, pq o sentido maior está ali, na minha frente. E é dali que eu tiro forças para continuar essa caminhada que, mesmo difícil, é bela. Ainda que o mundo se revele cada vez mais sujo, eu fico feliz por conseguir acreditar, pelo menos por enquanto, na beleza que, mesmo tímida, persiste nesse lugar de insanos.
Escrever é uma das formas mais eficientes de se convencer naquilo que voce mesmo quer acreditar.
E é por isso que, dentre outros motivos, resolvi escrever. Essa força que eu sei aonde encontrar, essa beleza que eu consigo ver, nao sao tao enraizadas assim...Ou, até sao, mas as raízes que as fixam sao estreitas e um tanto flexíveis....
.
Sonhos sao sonhos apenas quando estao perto do inatingível, para que, ao conquistarmos, nos mostrem o quanto, o impossivel é apenas um referencial. As vezes, acho que sonhos sao como amores, nao os escolhemos, apenas fazem parte do nosso destino.
.
Boa noite e bons sonhos:)
Alguns, aliás, a maioria, infelizmente, nao deve saber o porque de estar em casa hoje, pq as filas do cinema estao lotadas, pq as aulas foram suspensas, porque o dia parece domingo, por fim,porque hoje é feriado. Nao devem saber infelizmente, repito, porque o motivo é nobre, e causas nobres merecem reconhecimento e atenção. Quinta feira, mesmo dia da Santa Ceia e o escolhido para as comemorações de hoje. Tapetes kilométricos enfeitam as ruas de metrópoles e cidades interioranas, todos unidos pela mesma causa: o amor Àquele que deu a vida por nós e hoje, somente hoje, sai do templo Igreja para se fazer Igreja nas procissões ao redor do mundo inteiro, ou pelo menos, do mundo cristão inteiro. E assim, leva paz aos coraçoes daqueles que O seguem, louvam e confiam. Fé é isso. É irracional, é passional, é sentir, é acreditar naquilo que nao se vê com os olhos, mas de alguma forma, se faz certeza em nossa vida. Certeza essa que, cada um atinge quando a ligação com Deus é mais concreta, e deixa de ser uma ligação, para ser uma Comunhão. E em essência, é o que hoje comemoramos, a Comunhão com o nosso Criador que, a cada Euscaristia, se faz presente, perto de cada um de nós.
Ao presenciar essa Comunhão, todas as perguntas que incomodam minha mente dia após dias, parecem nao ter mais sentido, pq o sentido maior está ali, na minha frente. E é dali que eu tiro forças para continuar essa caminhada que, mesmo difícil, é bela. Ainda que o mundo se revele cada vez mais sujo, eu fico feliz por conseguir acreditar, pelo menos por enquanto, na beleza que, mesmo tímida, persiste nesse lugar de insanos.
Escrever é uma das formas mais eficientes de se convencer naquilo que voce mesmo quer acreditar.
E é por isso que, dentre outros motivos, resolvi escrever. Essa força que eu sei aonde encontrar, essa beleza que eu consigo ver, nao sao tao enraizadas assim...Ou, até sao, mas as raízes que as fixam sao estreitas e um tanto flexíveis....
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Sonhos sao sonhos apenas quando estao perto do inatingível, para que, ao conquistarmos, nos mostrem o quanto, o impossivel é apenas um referencial. As vezes, acho que sonhos sao como amores, nao os escolhemos, apenas fazem parte do nosso destino.
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Boa noite e bons sonhos:)
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