quando foi mesmo que a gente perdeu a sensibilidade?
o exato momento que falar deixou de ser importante e desabafar no mural das redes sociais passou a ser mais do que suficiente?
qual foi a hora marcada em que deixamos de ser menos gente pra sermos mais máquina?
pra sermos mais frios.
pra sermos mais únicos e menos todos.
eu nao sei o que ta acontecendo.
e, sinceramente, as explicaçoes antropológicas, políticas, geográficas e sociais nao me interessam no momento.
uma análise sobre o mundo é complexa demais para explicar o que é tao simples.
abrimos mao do real, buscando o virtual, buscando o lúdico, comovente, aparente.
esquecemos os olhares, os apertos de mao, os sorrisos amarelos, as bochechas vermelhas.
esquecemos como conversar naturalmente.
esquecemos de ser quem costumávamos ser.
e nada vai mudar, desde que aprendamos a conviver com a nova realidade. ou "realidade".
talvez seja esse o segredo, equilibrio entre o histórico do bate papo e o olhar do encontro.
entre o evento divulgado e a presença marcante.
entre a publicação que comove e a realidade que nao se permite esquecer.
talvez seja assim. um novo meio. um novo começo. uma nova maneira de continuar.
sao apenas devaneios.
boa noite.
.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
12 de junho
12 de junho. Dia dos namorados. Peço a permissao de copiar e colar um texto super apropriado para a ocasiao sobre isso. Quero deixá-lo guardado em algum lugar e assim, reler sempre, e sempre e sempre...assim, as minhas reflexoes sobre o tema podem ser mantidas em segredo. that´s it. feliz dia dos namorados casais fofinhos:) (sejam namorados, casados, noivos, amados, amantes, ou mesmo, separados pelo destino, nao importa. feliz dia para voces que insistem em dizer ao mundo que amar nao é la tao impossivel assim).
Sempre o amor...
Maria Clara Lucchetti BingemerTeóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-RioAdital
Com a proximidade do Dia dos Namorados, é irresistível a tentação de falar sobre o amor. Tema tão eterno quanto desgastado; tão desafiante quanto banalizado; tão indispensável quanto tantas vezes sentido como supérfluo.
No entanto, o amor, mais que qualquer outra palavra ou conceito, sempre está de volta. E o que o faz tão fascinante e capaz de atrair nossa atenção é o fato de que sempre nos escapa. Não conseguimos circunscrevê-lo nem tampouco esgotá-lo, cerceá-lo em uma definição qualquer. E isso porque o amor é maior do que nós.
O amor não é algo que possamos produzir, provocar ou instituir. Acontece para além de nós, antes de nós, sem nosso concurso e mesmo apesar de nós. E tudo transforma: nossa maneira de ver o mundo, de perceber as coisas e as pessoas, de conhecer. De qualquer ângulo a partir do qual olhamos uma coisa ou um evento ou uma pessoa, estamos sempre no centro. Tudo é visto e percebido sob o meu ponto de vista.
No entanto, quando o amor acontece em nossa vida, o "eu” não está mais no centro. O centro é o outro, o bem amado ou bem amada. E o centro nunca mais serei eu, mas sempre ele, ou ela. Na verdade, o amor faz com que de repente nos percebamos no lugar de outro, sentindo com e por ele ou ela. É uma experiência que nos faz sentir-nos habitados por uma presença, como dizia Santo Agostinho, "mais íntima a mim do que eu mesmo”.
A tal ponto isto é verdade que, quando ama, o "eu”, ao querer estar consigo, tem que estar onde o outro bem amado está. Está totalmente descentrado. E neste momento não são apenas seus sentidos, ou sua razão que o ajudam. O "eu” se sente totalmente desamparado justamente porque percebe que nem os sentidos nem a razão o ajudam.
Pensar ou sentir sensorialmente não o ajudam mais nem lhe dão segurança sobre si mesmo. Ao invés, para sentir-se vivo, humano, pleno, o "eu” necessita não exercitar sua capacidade de pensar, mas sentir-se pensado por outro. E também querido, amado por outro. A partir do momento em que experimenta essa alteridade que o constitui como pessoa, percebe-se total e radicalmente modificado em sua percepção do mundo inteiro, de si mesmo e da vida em geral.
Até então autônomo (ou seja, dono de si mesmo), o "eu "passa a ser heterônomo (ou seja: perdido a si mesmo; regido e guiado e determinado pelo outro). É então que os parâmetros se rompem: o da igualdade, o da simetria. A lógica da troca, dos direitos e deveres está estilhaçada, pois o amor tem o poder de inaugurar outra lógica: a lógica da graça e da gratuidade. É, em suma, a lógica do dom.
É apenas quando entra nesta lógica que o ser humano aproxima-se do ponto a partir do qual poderá ser digno deste nome. Pois enquanto o que impera é a lógica da troca, do mérito, dos sentidos despertos, ainda não se entrou naquilo que traz o selo da originalidade e que faz a criatura humana imagem e semelhança do Criador.
Pois o que distingue o Criador senão o fato de que amou primeiro? Quem é Deus senão Aquele que decidiu amar sem razão e em primeiro lugar, antes de qualquer sinal do bem amado de que responderia ou corresponderia a seu infinito amor? Deus ama aquilo que ainda não existe. E o amor cria, faz do nada vida, faz existir. Assim também pelo amor o ser humano de certa forma "cria”, traz o outro à existência. A mais insignificante das criaturas é infinitamente valiosa e única aos olhos do amante, que a faz existir como bem amada, querida e desejada.
Entrar nesta lógica de desequilíbrio e gratuidade é uma ousada aventura. Porém é a única coisa que nos faz verdadeiramente humanos. Pois só aí estaremos refletindo, como um espelho, o Amor infinito que nos amou primeiro e que nos fez existir. Porque existimos, podemos amar, desde que consintamos em entrar na lógica inenarrável e fascinante do amor.
O namoro pode ser, portanto, poderoso e fecundo aprendizado para o verdadeiro amor. Se souber resguardar-se da "liquefação" viscosa que infecta todas as relações hoje em dia, poderá ser um sadio e amplo laboratório para o exercício do dom, da gratuidade, da entrega, do perdão, do serviço e de todas as formas que a humanidade inventou ao longo de sua história.
Pois o maior dom é o próprio amor. E quando este dom acontece, doador e receptor passam a segundo plano. Só fica, resplandecente, o próprio amor que a cada minuto se reinventa e por isso reafirma em alto e bom som que a vida tem a última palavra.
[Maria Clara Bingemer é autora de "A Argila e o espírito - ensaios sobre ética, mística e poética" (Ed. Garamond), entre outros livros. Copyright 2012 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].
Sempre o amor...
Maria Clara Lucchetti BingemerTeóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-RioAdital
Com a proximidade do Dia dos Namorados, é irresistível a tentação de falar sobre o amor. Tema tão eterno quanto desgastado; tão desafiante quanto banalizado; tão indispensável quanto tantas vezes sentido como supérfluo.
No entanto, o amor, mais que qualquer outra palavra ou conceito, sempre está de volta. E o que o faz tão fascinante e capaz de atrair nossa atenção é o fato de que sempre nos escapa. Não conseguimos circunscrevê-lo nem tampouco esgotá-lo, cerceá-lo em uma definição qualquer. E isso porque o amor é maior do que nós.
O amor não é algo que possamos produzir, provocar ou instituir. Acontece para além de nós, antes de nós, sem nosso concurso e mesmo apesar de nós. E tudo transforma: nossa maneira de ver o mundo, de perceber as coisas e as pessoas, de conhecer. De qualquer ângulo a partir do qual olhamos uma coisa ou um evento ou uma pessoa, estamos sempre no centro. Tudo é visto e percebido sob o meu ponto de vista.
No entanto, quando o amor acontece em nossa vida, o "eu” não está mais no centro. O centro é o outro, o bem amado ou bem amada. E o centro nunca mais serei eu, mas sempre ele, ou ela. Na verdade, o amor faz com que de repente nos percebamos no lugar de outro, sentindo com e por ele ou ela. É uma experiência que nos faz sentir-nos habitados por uma presença, como dizia Santo Agostinho, "mais íntima a mim do que eu mesmo”.A tal ponto isto é verdade que, quando ama, o "eu”, ao querer estar consigo, tem que estar onde o outro bem amado está. Está totalmente descentrado. E neste momento não são apenas seus sentidos, ou sua razão que o ajudam. O "eu” se sente totalmente desamparado justamente porque percebe que nem os sentidos nem a razão o ajudam.
Pensar ou sentir sensorialmente não o ajudam mais nem lhe dão segurança sobre si mesmo. Ao invés, para sentir-se vivo, humano, pleno, o "eu” necessita não exercitar sua capacidade de pensar, mas sentir-se pensado por outro. E também querido, amado por outro. A partir do momento em que experimenta essa alteridade que o constitui como pessoa, percebe-se total e radicalmente modificado em sua percepção do mundo inteiro, de si mesmo e da vida em geral.
Até então autônomo (ou seja, dono de si mesmo), o "eu "passa a ser heterônomo (ou seja: perdido a si mesmo; regido e guiado e determinado pelo outro). É então que os parâmetros se rompem: o da igualdade, o da simetria. A lógica da troca, dos direitos e deveres está estilhaçada, pois o amor tem o poder de inaugurar outra lógica: a lógica da graça e da gratuidade. É, em suma, a lógica do dom.
É apenas quando entra nesta lógica que o ser humano aproxima-se do ponto a partir do qual poderá ser digno deste nome. Pois enquanto o que impera é a lógica da troca, do mérito, dos sentidos despertos, ainda não se entrou naquilo que traz o selo da originalidade e que faz a criatura humana imagem e semelhança do Criador.
Pois o que distingue o Criador senão o fato de que amou primeiro? Quem é Deus senão Aquele que decidiu amar sem razão e em primeiro lugar, antes de qualquer sinal do bem amado de que responderia ou corresponderia a seu infinito amor? Deus ama aquilo que ainda não existe. E o amor cria, faz do nada vida, faz existir. Assim também pelo amor o ser humano de certa forma "cria”, traz o outro à existência. A mais insignificante das criaturas é infinitamente valiosa e única aos olhos do amante, que a faz existir como bem amada, querida e desejada.
Entrar nesta lógica de desequilíbrio e gratuidade é uma ousada aventura. Porém é a única coisa que nos faz verdadeiramente humanos. Pois só aí estaremos refletindo, como um espelho, o Amor infinito que nos amou primeiro e que nos fez existir. Porque existimos, podemos amar, desde que consintamos em entrar na lógica inenarrável e fascinante do amor.
O namoro pode ser, portanto, poderoso e fecundo aprendizado para o verdadeiro amor. Se souber resguardar-se da "liquefação" viscosa que infecta todas as relações hoje em dia, poderá ser um sadio e amplo laboratório para o exercício do dom, da gratuidade, da entrega, do perdão, do serviço e de todas as formas que a humanidade inventou ao longo de sua história.
Pois o maior dom é o próprio amor. E quando este dom acontece, doador e receptor passam a segundo plano. Só fica, resplandecente, o próprio amor que a cada minuto se reinventa e por isso reafirma em alto e bom som que a vida tem a última palavra.
[Maria Clara Bingemer é autora de "A Argila e o espírito - ensaios sobre ética, mística e poética" (Ed. Garamond), entre outros livros. Copyright 2012 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
O rosa que virou cinza.
aí voce cresce e descobre que o mundo nao é cor de rosa.
Se choca, mas vai levando a ideia, aí vc vai vendo que alem de nao ser rosa, ele tambem nao é nenhuma tonalidade proxima a isso. Ele vai assumindo cores cada vez mais sombrias até chegar num tom cinza. Sim, cinza, porque preto é muita descrença e nao ter fé nenhuma que tudo nao é tao ruim assim é o estagio auge dessa reflexao. Nao significa que é o melhor. Significa que voce se absteve de tentar mudar. Portanto, pra mim, o mundo se mostra acizentando beem frequentemente. Mas nunca preto. Basta olhar um pouquinho pra outro lado e perceber que ainda há ingenuidade no olho da criança, há amor entre amigos, há fidelidade entre irmãos, há lealdade em (alguns) casais. Ainda há gentileza. O que está em questao, perceba, nao é a frequencia disso tudo, apenas a presença. Ainda existe, e se existe amor(seja ele por Deus, pelo homem, pela mulher, pelo filho, pelo próximo), ainda há esperança.
Quando tudo parecer perdido e totalmente incontrolável, nao perca o equilíbrio. A gente nao precisa começar mudando o mundo, basta fazer o que esta ao nosso alcance com pequenos gestos.Basta mudar o nosso mundo. Nao significa ser contra tudo e todos, apenas a favor de nos mesmos. Quando seus valores parecerem demasiadamente defasados e anormais, nao desista deles por outros. Apenas se, realmente, voce pensar sobre isso e mudar de opiniao(todos podemos mudar de opiniao e isso é o mais sensato em muitos casos), caso contrario, seja fieis a eles. Assim, mesmo que vc perturbe muitas outras consciencias, a sua permanecerá intacta e ela que importa no fim do dia, quando vc estiver sozinho e deitar a cabeça no travesseiro. E se, mesmo os seguindo, ela te incomodar, reveja-os, nesse caso, vc apresenta princípios tortuosos. Abandone-os, eles te levarão para um caminho, a príncipio, tentador, mas no fim dele, tudo virará justiça.
A gente cresce e ve que o que para nós era óbvio, nao é óbvio pro mundo.Ser médico nao significa amar gente. Crescer nao significa amadurecer. Amar nao significa se doar. Entre tantas outras aparente contradiçoes. Nao é obvio e quanto mais cedo a gente aceitar isso, melhor pra nos mesmos.Quem muito se choca, tambem é ingenuo. E chega uma hora que o mundo cobra ausencia de ingenuidade.Mante-la pode parecer alienação ou imbecilidade. Perde-la pode significar amadurecimento. Mas amadurecer nao significa endurecer. Pra mim, maturidade é saber lidar consigo mesmo, com os próprios sentimentos. Ser coerente com suas açoes e valores. É respeitar pelo simples fato de que todo mundo é igual, veio do mesmo lugar e vai voltar pra ele. Nao interessa o que vc conquiste na vida, toda vida tem o mesmo valor. Maturidade nao é seriedade. É saber rir dos próprios tropeços, mas sempre usando-os como forma de aprender a andar direito. É brincar na hora certa e se posicionar quando preciso. É entender que a vida é muito maior que o universo a 5 cm de distancia do seu umbigo. E que agir em prol dos outros, é se beneficiar. Pra mim, amadurecer é amar. Amar os outros como a si mesmo, foi Jesus quem disse. O maior exemplo de gente. Portanto, amadurecer é saber ser humano. Humano em todas as dimensoes.
Nao desanime ao perceber que idade nao tem nada haver com isso tudo aí. Por incrivel que pareça, to conhecendo muita gente (mais) velha e um bocado imatura. Infantil nao é a palavra certa. Crianças, muitas vezes, sabem dar mais valor ao que é digno de valor do que os adultos. Mas respeite os mais velhos, seja ele quem for, uma vida maior significa mais momentos, mais sofrimentos e alegrias. A opção por nao aprender com mais vivencia é de cada um. Se abstenha dessa responsabilidade.
Por sim, ainda que tudo pareça ruim, volte a olhar pro lado. Gente que luta pelo que sonha, gente que ama sem nada em troca, gente que doa tempo sem o ter, enfim, gente que vale a pena existe. Basta nao se contaminar pela obviedade irracional do mundo antes de encontrá-las. E, repito, se for estressante lutar contra, saia. As vezes, algumas discussões sao tao sem sentido que nao merecem nossas ideias. Nao por serem superiores, mas por (não) serem óbvias.
boa noite.
ps: sabe o que é escrever o que vem na cabeça, aleatoriamente e freneticamente?foi o que aconteceu. Perdoe os erros de portugues e os se coesao tb.
Se choca, mas vai levando a ideia, aí vc vai vendo que alem de nao ser rosa, ele tambem nao é nenhuma tonalidade proxima a isso. Ele vai assumindo cores cada vez mais sombrias até chegar num tom cinza. Sim, cinza, porque preto é muita descrença e nao ter fé nenhuma que tudo nao é tao ruim assim é o estagio auge dessa reflexao. Nao significa que é o melhor. Significa que voce se absteve de tentar mudar. Portanto, pra mim, o mundo se mostra acizentando beem frequentemente. Mas nunca preto. Basta olhar um pouquinho pra outro lado e perceber que ainda há ingenuidade no olho da criança, há amor entre amigos, há fidelidade entre irmãos, há lealdade em (alguns) casais. Ainda há gentileza. O que está em questao, perceba, nao é a frequencia disso tudo, apenas a presença. Ainda existe, e se existe amor(seja ele por Deus, pelo homem, pela mulher, pelo filho, pelo próximo), ainda há esperança.
Quando tudo parecer perdido e totalmente incontrolável, nao perca o equilíbrio. A gente nao precisa começar mudando o mundo, basta fazer o que esta ao nosso alcance com pequenos gestos.Basta mudar o nosso mundo. Nao significa ser contra tudo e todos, apenas a favor de nos mesmos. Quando seus valores parecerem demasiadamente defasados e anormais, nao desista deles por outros. Apenas se, realmente, voce pensar sobre isso e mudar de opiniao(todos podemos mudar de opiniao e isso é o mais sensato em muitos casos), caso contrario, seja fieis a eles. Assim, mesmo que vc perturbe muitas outras consciencias, a sua permanecerá intacta e ela que importa no fim do dia, quando vc estiver sozinho e deitar a cabeça no travesseiro. E se, mesmo os seguindo, ela te incomodar, reveja-os, nesse caso, vc apresenta princípios tortuosos. Abandone-os, eles te levarão para um caminho, a príncipio, tentador, mas no fim dele, tudo virará justiça.
A gente cresce e ve que o que para nós era óbvio, nao é óbvio pro mundo.Ser médico nao significa amar gente. Crescer nao significa amadurecer. Amar nao significa se doar. Entre tantas outras aparente contradiçoes. Nao é obvio e quanto mais cedo a gente aceitar isso, melhor pra nos mesmos.Quem muito se choca, tambem é ingenuo. E chega uma hora que o mundo cobra ausencia de ingenuidade.Mante-la pode parecer alienação ou imbecilidade. Perde-la pode significar amadurecimento. Mas amadurecer nao significa endurecer. Pra mim, maturidade é saber lidar consigo mesmo, com os próprios sentimentos. Ser coerente com suas açoes e valores. É respeitar pelo simples fato de que todo mundo é igual, veio do mesmo lugar e vai voltar pra ele. Nao interessa o que vc conquiste na vida, toda vida tem o mesmo valor. Maturidade nao é seriedade. É saber rir dos próprios tropeços, mas sempre usando-os como forma de aprender a andar direito. É brincar na hora certa e se posicionar quando preciso. É entender que a vida é muito maior que o universo a 5 cm de distancia do seu umbigo. E que agir em prol dos outros, é se beneficiar. Pra mim, amadurecer é amar. Amar os outros como a si mesmo, foi Jesus quem disse. O maior exemplo de gente. Portanto, amadurecer é saber ser humano. Humano em todas as dimensoes.
Nao desanime ao perceber que idade nao tem nada haver com isso tudo aí. Por incrivel que pareça, to conhecendo muita gente (mais) velha e um bocado imatura. Infantil nao é a palavra certa. Crianças, muitas vezes, sabem dar mais valor ao que é digno de valor do que os adultos. Mas respeite os mais velhos, seja ele quem for, uma vida maior significa mais momentos, mais sofrimentos e alegrias. A opção por nao aprender com mais vivencia é de cada um. Se abstenha dessa responsabilidade.
Por sim, ainda que tudo pareça ruim, volte a olhar pro lado. Gente que luta pelo que sonha, gente que ama sem nada em troca, gente que doa tempo sem o ter, enfim, gente que vale a pena existe. Basta nao se contaminar pela obviedade irracional do mundo antes de encontrá-las. E, repito, se for estressante lutar contra, saia. As vezes, algumas discussões sao tao sem sentido que nao merecem nossas ideias. Nao por serem superiores, mas por (não) serem óbvias.
boa noite.
ps: sabe o que é escrever o que vem na cabeça, aleatoriamente e freneticamente?foi o que aconteceu. Perdoe os erros de portugues e os se coesao tb.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
entre papéis e caminhos
as vezes eu qria sumir.
nada trágico não.apenas desaparecer por um tempo.
pra botar os meus pensamentos em (des)ordem completa.
pra olhar as coisas de cima, de lado, de outro angulo.
ou para nao olhar as coisas, principalmente as que eu ja olho todos os dias.
pra sintonizar em outra frequencia, viver outras experiencias, conhecer gente que vale a pena.
qria sumir só pra lembrar a dar valor as coisas que esqueci que sao importantes.
para nao me preocupar com as desimportantes,
para parar de valorizar o que, definitivamente, nao é digno de ser valorizado.
preciso dar um pulo em qlqr outro lugar que nao seja esse, pra mudar de rotina.
mudar de sentimentos, de preferencia, os que valem a pena.
só por uns instantes. talvez bastam.
depois eu volto, mas voltaria diferente.
nao se trata de um trecho de um livro para adolescentes em crise.
nao sao apenas adolescente que entram em crise.
eu vejo tanta gente adulta que nao amadureceu e nao mostra nem sinais de que vai crescer que eu me pergunto se, no fundo, a maioria continua tendo um lado um tanto qto infantil, imaturo e sensível dentro de si mesmo.
eu tento crescer, as vezes consigo.outras vezes, descubro que se conhecer talvez seja uma das tarefas mais dificeis que precisamos encarar todos os dias...percebeu? crescer sinonimo de se conhecer?pois entao, amadurece apenas quem sabe lidar consigo mesmo. e portanto, se conhece. simples.
no fundo, o outro lugar para o qual eu e, talvez voce tambem, deseje ir por um tempo, o destino para o qual sumiríamos, pode estar mais perto do que a gente pensa. ou talvez nao seja um lugar, seja apenas uma nova forma de lidar com o mundo.
que apesar de enlouquecedor muitas vezes, ainda continua sendo palco dos nossos melhores e piores momentos. o palco aonde cada um encena sua própria peça. aquela a qual o cenário não muda se o personagem continuar o mesmo....
boa noite.
nada trágico não.apenas desaparecer por um tempo.
pra botar os meus pensamentos em (des)ordem completa.
pra olhar as coisas de cima, de lado, de outro angulo.
ou para nao olhar as coisas, principalmente as que eu ja olho todos os dias.
pra sintonizar em outra frequencia, viver outras experiencias, conhecer gente que vale a pena.
qria sumir só pra lembrar a dar valor as coisas que esqueci que sao importantes.
para nao me preocupar com as desimportantes,
para parar de valorizar o que, definitivamente, nao é digno de ser valorizado.
preciso dar um pulo em qlqr outro lugar que nao seja esse, pra mudar de rotina.
mudar de sentimentos, de preferencia, os que valem a pena.
só por uns instantes. talvez bastam.
depois eu volto, mas voltaria diferente.
nao se trata de um trecho de um livro para adolescentes em crise.
nao sao apenas adolescente que entram em crise.
eu vejo tanta gente adulta que nao amadureceu e nao mostra nem sinais de que vai crescer que eu me pergunto se, no fundo, a maioria continua tendo um lado um tanto qto infantil, imaturo e sensível dentro de si mesmo.
eu tento crescer, as vezes consigo.outras vezes, descubro que se conhecer talvez seja uma das tarefas mais dificeis que precisamos encarar todos os dias...percebeu? crescer sinonimo de se conhecer?pois entao, amadurece apenas quem sabe lidar consigo mesmo. e portanto, se conhece. simples.
no fundo, o outro lugar para o qual eu e, talvez voce tambem, deseje ir por um tempo, o destino para o qual sumiríamos, pode estar mais perto do que a gente pensa. ou talvez nao seja um lugar, seja apenas uma nova forma de lidar com o mundo.
que apesar de enlouquecedor muitas vezes, ainda continua sendo palco dos nossos melhores e piores momentos. o palco aonde cada um encena sua própria peça. aquela a qual o cenário não muda se o personagem continuar o mesmo....
boa noite.
domingo, 6 de maio de 2012
um caminho com volta
E em meio a correria do dia a dia, vc ouve, ao fundo, uma nota musical soando. Para pra ler um livro ou assistir ao filme que passa, tímido, na lcd da vitrine ao lado. E aí, percebe que, após esses pequenos minutos dispensados à arte, voce volta a rotina um pouco diferente do que estava antes. Nao? Sim sim. Basta ver um filme, ir a um show ou a uma peça de teatro. Basta pintar, escrever poesia ou dançar. Nao interessa como, o que importa é que quando vc doa algum momento da vida a qualquer forma de arte, ela te retribui com uma sensação única de sair daquilo que é comum e rotineiro e depois, permite que tu voltes.
Alguns chamam de catarse essa sensação de mergulho psicológico e envolvimento sentimental com retorno pro que é real. Mas, é mais simples que isso, é quando, em meio a tanta gente correndo e preocupada com a próxima reuniao de trabalho, voce pára pra ler um livro, e quando acaba a leitura, parece que demora um certo tempo pra nossa mente voltar a sintonia daquele mesmo momento antes de começar o livro.
A arte é uma das melhores maneiras de fugir de si mesmo e dos outros. Tudo porque ela permite o retorno. Ainda acho incrivel a capacidade da música de fazer o compasso do nosso coração mudar. Do teatro que nos faz ter outro ponto de vista das coisas. Da dança, que contagia so por assisti-la e praticá-la é tao tangivel a qualquer um.
É como se fosse uma amostra do que é a loucura, mas nunca se perdendo dentro dela mesma.
Talvez falte um pouco mais de arte verdadeira. Nao aquela patrocinada e contaminada por tantos interesses. Mas aquela que se faz de verdade, despreocupada com o que vai parecer e quanto vai ganhar, mas sim dedicada a transmitir o que se passa dentro de cada um. A continuar demonstrando angulos diferentes daquilo que chamamos de vida.
Sorte nossa que, ainda assim, a pseudo forma de loucura continua senso alcancável, afinal, ela vem de nós.
Alguns chamam de catarse essa sensação de mergulho psicológico e envolvimento sentimental com retorno pro que é real. Mas, é mais simples que isso, é quando, em meio a tanta gente correndo e preocupada com a próxima reuniao de trabalho, voce pára pra ler um livro, e quando acaba a leitura, parece que demora um certo tempo pra nossa mente voltar a sintonia daquele mesmo momento antes de começar o livro.
É como se fosse uma amostra do que é a loucura, mas nunca se perdendo dentro dela mesma.
Talvez falte um pouco mais de arte verdadeira. Nao aquela patrocinada e contaminada por tantos interesses. Mas aquela que se faz de verdade, despreocupada com o que vai parecer e quanto vai ganhar, mas sim dedicada a transmitir o que se passa dentro de cada um. A continuar demonstrando angulos diferentes daquilo que chamamos de vida.
Sorte nossa que, ainda assim, a pseudo forma de loucura continua senso alcancável, afinal, ela vem de nós.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Passagem
Semana Santa.
Santa.
Parece soar como um feriado prolongado, um gostinho de ferias, uma tentadora oportunidade de viajar. Algo como descanso interminavel no mes, night todos os dias, festa no domingo de Páscoa com a família e ressaca na segunda. Me parece que ninguem para pra pensar no que significa o Santa.
Estamos vivendo a essência da religiao Católica, a Mãe de todas as missas(Sábado da Luz), mas principalmente, a MAIOR prova de amor que alguem foi capaz de dar.
O feriado tem o porque de acontecer na maior nação católica do mundo. E a dedicação a Deus nesses dias tem sim que extravasar a rotina, exigindo sacrificios. Talvez o Santa se encaíxe aí. É momento de reflexao, introspecção, adoração,e por fim, alegria.
Pode nao fazer sentido celebrar a morte, paixão e ressurreição de Jesus depois de mais de dois mil anos do acontecimento propriamente dito. Mas faz. Faz pq a nossa memória é curta e relembrar todos os anos é reviver o que nao foi vivido. É, principalmente,sentir um amor imensurável e uma alegria contagiante de comemorar a vitória que parecia impossível. Aquela sobre a morte.
Caso nao faça sentido ou entao pareça muito brega, sinto lhe dizer que vc só entenderá o relato se viver. Se sentir. Se se der uma chance. Porque é isso, Deus se faz presente sempre e para todos, para viver próximo a Ele é só aceitá-lo. Como toda boa opção, requer renuncias, mas eu nao conheço nada mais "eficaz" para ter uma vida boa. Nao falo sobre dinheiro, prazeres, descanso. Falo sobre um coração em paz, uma mente em prol do bem e uma força inesgotavel para carregar nossos problemas. Sim, cristãos tem problemas como todo mundo, a diferença é a forma e a força como cada um lida com eles.
Por isso, as celebraçoes dessa semana funcionam como uma recarga espiritual. Um "sacode" do tipo, "eu te amo, to contigo, qro ver vc feliz e sempre próximo a Mim", assinado: Jesus. Cada uma tem seu significado, mas o amor é o maior deles. E a Páscoa nao é o fim. É o início, o tempo pascal dura 50 dias e sao os 50 dias mais alegres do ano Litúrgico. Tudo porque Nosso Senhor voltou a vida provando que nem mesmo a morte é capaz de acabar com o amor infinito de Deus por nós.
Por tudo isso, eu te desejo uma semana realmente Santa, culminando num domingo de Páscoa alegre. Com pessoas amadas, com o coração cheio e em paz. Com as forças renovadas para superar cada batalha cotidiana. E com uma felicidade duradoura que, se nao for para toda a vida, seja pelo menos para os próximos 50 dias. Afinal, páscoa significa passagem. Pré requisito para toda boa mudança.
FELIZ PÁSCOA!
Santa.
Parece soar como um feriado prolongado, um gostinho de ferias, uma tentadora oportunidade de viajar. Algo como descanso interminavel no mes, night todos os dias, festa no domingo de Páscoa com a família e ressaca na segunda. Me parece que ninguem para pra pensar no que significa o Santa.
Estamos vivendo a essência da religiao Católica, a Mãe de todas as missas(Sábado da Luz), mas principalmente, a MAIOR prova de amor que alguem foi capaz de dar.
O feriado tem o porque de acontecer na maior nação católica do mundo. E a dedicação a Deus nesses dias tem sim que extravasar a rotina, exigindo sacrificios. Talvez o Santa se encaíxe aí. É momento de reflexao, introspecção, adoração,e por fim, alegria.
Pode nao fazer sentido celebrar a morte, paixão e ressurreição de Jesus depois de mais de dois mil anos do acontecimento propriamente dito. Mas faz. Faz pq a nossa memória é curta e relembrar todos os anos é reviver o que nao foi vivido. É, principalmente,sentir um amor imensurável e uma alegria contagiante de comemorar a vitória que parecia impossível. Aquela sobre a morte.
Caso nao faça sentido ou entao pareça muito brega, sinto lhe dizer que vc só entenderá o relato se viver. Se sentir. Se se der uma chance. Porque é isso, Deus se faz presente sempre e para todos, para viver próximo a Ele é só aceitá-lo. Como toda boa opção, requer renuncias, mas eu nao conheço nada mais "eficaz" para ter uma vida boa. Nao falo sobre dinheiro, prazeres, descanso. Falo sobre um coração em paz, uma mente em prol do bem e uma força inesgotavel para carregar nossos problemas. Sim, cristãos tem problemas como todo mundo, a diferença é a forma e a força como cada um lida com eles.
Por isso, as celebraçoes dessa semana funcionam como uma recarga espiritual. Um "sacode" do tipo, "eu te amo, to contigo, qro ver vc feliz e sempre próximo a Mim", assinado: Jesus. Cada uma tem seu significado, mas o amor é o maior deles. E a Páscoa nao é o fim. É o início, o tempo pascal dura 50 dias e sao os 50 dias mais alegres do ano Litúrgico. Tudo porque Nosso Senhor voltou a vida provando que nem mesmo a morte é capaz de acabar com o amor infinito de Deus por nós.
Por tudo isso, eu te desejo uma semana realmente Santa, culminando num domingo de Páscoa alegre. Com pessoas amadas, com o coração cheio e em paz. Com as forças renovadas para superar cada batalha cotidiana. E com uma felicidade duradoura que, se nao for para toda a vida, seja pelo menos para os próximos 50 dias. Afinal, páscoa significa passagem. Pré requisito para toda boa mudança.
FELIZ PÁSCOA!
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