domingo, 4 de novembro de 2012

Tão lindo e tão simples

E é simples. Basta dar uma chance, basta se dar uma chance que a mudança acontece de dentro pra fora. É a história mais antiga do mundo....a do Amor de Deus por cada um de nós. E eu não falo de crenças, falo de amor. Tão grande que não arromba corações, apenas respeita os que não permitiram, ainda, sua presença. Ainda porque me parece falta de conhecimento apenas, não dar a oportunidade para o que é bom e necessário. Completa e complementa tudo o que falta. Cada buraco nosso que insiste doer todos os dias, fica completo por algo sem muita explicação. É inexplicável. O "fazer sentido" parece clichê até que as coisas passam a nao fazer mais e aí, você entende o que querem dizer quando tudo voltou a ser visto com outros olhos. Quando viver passa a ter um sentido e as coisas tomam o rumo certo. Sentido, certo, parece subjetivo, talvez, abstrato, mas adquire outro contexto quando Deus age. É simples, é lindo, faz bem. É amor, é felicidade. A gente tá aqui pra ser feliz e ser feliz é ser amado e amar e amor é Deus. Fim. É simples, para que complicarmos o que é simples? O que nos deixa plenos e basta? Basta por ser. E se é, resiste.

sábado, 3 de novembro de 2012

parece simples

‎"Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais… os médicos deveriam proibir - como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!" 
Luís Fernando Veríssimo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

de ser o que é

A gente vive como se escondesse e fingisse esquecer todos os dias a nossa dor de estimação. Aquela que aperta o coração e se esvai em lágrimas, ao menor dos toques, quando tirada do seu refúgio. A gente se pergunta se ela passou quando estamos gargalhando ou se ela nunca vai partir quando estamos sós e ela aparece mais intensa. A dor nossa de todos os dias. A que vai, mas volta, ou a que nunca deixou de ir. Ainda assim, eu não acredito no poeta que disse que felicidade é um espaço entre duas tristezas. Por que não a tristeza não é um espaço entre duas felicidades? É a forma com que encaramos a vida que muda a própria. É procurar e organizar o que está por dentro para que a reflexão seja involuntária do lado de fora. Seja natural. Natural no sentido de natureza. Origem, princípio, meio, berço, identificação. Por que ser feliz deveria ser pré requisito pra viver, afinal, viver é pré-requisito pra ser feliz. E a dor que insiste em aparecer deve ser apenas pra que a gente valorize aquilo que ainda é presente, embora não venha com um laço. Que nossos próprios paradoxos sejam desfeitos e assim, lágrima e sorriso não sejam opostos, apenas elementos de uma mesma face que vive. Que se emociona e sabe que importante mesmo, é o que carregamos conosco. Que as lágrimas sejam válvula de escape para tudo que parece insuportável, ou não. Pode ser para as besteiras que adquirem outro tamanho em certos contextos. Mas que sejam passageiras. Que duradouras sejam aquelas de emoção e alegria. Porque tudo que é muito intenso, acaba em lágrimas. Que tenhamos momentos intensos, mas apenas alguns. Variações abruptas de emoção constatemente não fazem bem ao nosso coração. Cuide bem do seu coração. Rotina faz bem. Quebrá-la, igualmente. E a dor...que ela mude. De motivo, de intensidade, de duração. Deixe sua lição e vá. Volte trazendo coisas novas e vá. E que ela sempre vá....

domingo, 21 de outubro de 2012

...

"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena." 

Mário Quintana

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

sobre a vida.

"Não lembro exatamente do dia, mas foi algo por volta do final de um ano do segundo milênio - mais precisamente em 2007, mas sempre gostei das décadas, séculos e milênios, faz tudo parecer grandioso, ao passo que o anos são tão pequenos -.

Nesse tal dia, uma tal amiga me chamou para gravar um tal vídeo, para uma outra tal amiga. Eu como tal que sou, não fui, por tais motivos que hoje já nem me lembro e creio fazer força para não recordar.

Sei que desde dentão, nunca pude olhar novamente, nem falar, nem dar oi mesmo que no mundo virtual pra esse alguém por quem eu já havia cultivado um amor e carinho tão certo.

Torci sozinho, e vibrei com ela - ou seja, você - quando vi aquele anuncio de que finalmente estudaria aquilo a que havia dedicado tanto tempo e sempre falou com grande entusiasmo.

Dessa vez, faltaram-me palavras de felicidades, já eram tantas que as minhas só se perderiam ali entre elas e em nada seriam o pedido de desculpas que ainda me assombrava por não ter me despedido como deveria.

Desde então só tristeza, estava certo que jamais teria forças pra mandar um recado que fosse explicando a situação monstruosa que eu criara para a minha condição.

Pensei em cartas, mas toda sem endereço, em flores sem embrulho, pensei em presentes sem graça.
Pensei e pensei, ao passo que imaginação me sobrava, faltava coragem pra dizer um oi que fosse.

...

Mas hoje, depois de uma bobagem que escrevi, uma dessas coisas que se diz sem porquê. Ela - ou você - por algum motivo leu, e acabou por escolher a tecla que me daria o que eu precisava pra me explicar aos últimos anos a minha ausência.

Foi assim que escrevi, o que aqui se vê.
Me desculpe por não ido te ver naquele dia.
Sinto saudades de vc.
Felicidades.

De um antigo amigo louco."

As pessoas sempre valem a pena.

domingo, 9 de setembro de 2012

Excetos meses

"E se tudo parasse de repente?" Quantas vezes a gente já não se perguntou isso, visando apenas um "tempo" na vida, na rotina, nos problemas.
Parece tão utópico que quando realmente para, a gente se ve perdido. O tempo livre é muito mais almejado do que realmente utilizado e a gente perdeu o costume de ter tempo. A gente perdeu o costume de olhar pro que é mais importante: nós e quem nos faz feliz. 
Deve ser por essas e por tantas outras que, depois de um tempo imprevisível e com final indefinido que se definiu como amanhã, estou com uma sensação esquisita. A vida seguiu por outros roteiros nos últimos tres meses e, agora, é como se eles fizessem parte da minha vida e são tão necessarios quanto quaisquer outros meses cheios de estudo e dedicação a um objetivo formulado. 
Deu tempo. Deu tempo de rever quem me fazia falta, de sair para não fazer nada, de não sair pra fazer nada, de dançar até anestesiar, de gritar até ficar rouca, de protestar até ser ouvida, de conversar sem compromisso e de ter papos filosóficos. Deu tempo de ser perder pela cidade e de se encontrar tb. De tocar violão até perder o tempo, de dormir até os ossos reclamarem. De ter dor de barriga de tanto chocolate e de ficar com tontura de tanto malhar.Deu tempo de rezar, de admirar e de questionar. Deu tempo de pensar....Deu tempo de pegar sol e de tomar banho na chuva. De brigar e de pedir desculpas. Deu até para viajar. Deu tempo de se emocionar, de se incomodar, de parabenizar. De entregar um presente e de receber presentes. Deu tempo de ler, de digitar e ouvir...Deu tempo de ver filmes e de cantar como se ninguem pudesse ouvir. Deu pra andar até cansar e ser esmagada numa fila quase sem respirar. Deu pra fazer a pose bonita pra foto e a feia tb. Deu tempo de abraçar e de beijar. Deu tempo de chorar de tanto rir e de sorrir no meio do choro. Deu tempo de te achar. É....deu tempo. Sobrou tempo. E o tempo sobrado logo deu um jeito de ser ele mesmo, passando com o rodar dos ponteiros, seguindo até aqui. Continua sendo o mesmo ponteiro no mesmo relógio, mas agora a gente volta a olhá-lo entre as aulas e não mais entre ele mesmo que, "poxa, nao passa...". Ou passa rápido demais.
E assim, entre tantas outras coisas, eu aprendi que todo mundo precisa de um espaço que sobre. De nada a fazer além de ver o tempo passar, de realizar aquilo que fica na lista vital que todo mundo tem em mente, incluindo a sua viagem a Índia e sua trilha pela floresta. Aquela lista que a gente vai descartando com o passar do proprio tempo pq, afinal, fazer um luau na praia é tão pouco adulto e tão muito utópico, né? A gente troca alguns sonhos por alguma concretude do dia a dia. E quando o relógio é livre, se esquece da lista. 
Mas voltando, aprendi que, o espaço sobrando é uma necessidade tanto quanto sua duração definida. Por que viver também inclui fazer. Os nossos sonhos não podem ficar todos no papel, eles se incluem naquilo que a gente constroi no cotidiano. E voltar a rotina me parece doce assim. Trazer consigo tantas coisas boas precisa se direcionar para algo produtivo, não pelo simples fim de produzir, mas sim de crescer, viver e conviver. Entre tudo o que parece chato as vezes, há a beleza daquilo que é essencia. 
Muita coisa aconteceu, o que me espanta por um lado. Mas só por um, pq pelo outro, espanto seria se a vida nao corresse no seu próprio rumo durante tres (excetos) meses. Se ela não mudasse,se ela não me mudasse.

sábado, 8 de setembro de 2012

Não é tão difícil assim, é?

E aí que a vida da um tapa na sua cara: chega, já ta na hora de tomar as próprias decisões, mocinha. Chama-se amadurecimento e se não acontecer com voce, ela te atropela. Te joga, deixando-te a margem daquilo que ela mesma representa. Responde! Não interessa se é certo ou errado, responda! Aja. Se você nao andar com as próprias pernas, há quem te empurre e te jogue no abismo.
Pegue aquilo que te trouxe até aqui. Seus valores, sua essencia, seus príncipios, sua história. Arremesse tudo a sua frente, a mesa a frente e decida. Encaixe, mude as combinações mas chegue a conclusão que sempre esteve dentro de você. A resposta de todas as perguntas mais importantes da nossa vida sempre estão conosco antes da gente se perguntar. Limpe seu coração, deixe-o livre para berrar, assim, quem sabe, você escutará o que ele tem a dizer com mais facilidade. Não se enlouqueça, que seus pensamentos sigam a órbita natural deles, não os coloque em um paradoxo inquestionável, afinal, já há resposta. Basta apenas coragem para coloca-la para fora. Internalize-se. Arrume e faxine o que está dentro de voce, e depois, olhe pela janela. Está na hora de colocar a cômoda em outro lugar, de tirar todas as gavetas do armário e limpar a poeira. É o tempo de jogar fora papeis velhos, lembranças mal resolvidas, sujeira do passado e a poeira cosmica do futuro. E que todo o lixo se dissipe em qualquer outro sistema que nao seja mais esse. Desinfete.  Passe perfume. Assim, nem cheiro mais restará. Limpe como se fosse receber a visita mais importante de todo a sua história. Voce mesmo. O hóspede e o anfitrião. Ambos merecem um lugar digno, ainda mais quando se tratam da mesma pessoa. E assim, quando tudo estiver brilhando, olhe pela janela.
O mundo ficou mais bonito, não? Ele tava embaçado, mas só pq o vidro estava sujo.....
Agora sim, tudo volta aos trilhos. Viver é simples, é só seguir a resposta que já está com você. Esqueça os outros, eles não saberão o que é ser feliz realmente. Mostre como funciona, quem sabe assim, a gente passe a encontrar menos sobreviventes e mais companhias de quem resolveu viver como você, plenamente.