É incrivel como nossa memória é a curto prazo. Isso porque se fosse ao contrário, com certeza, a experiência de fazer o bem uma única vez seria o suficiente para querer repeti-la todos os dias em busca da melhor sensação do mundo. É humano amar e toda forma de amor é válida.Toda. Isso inclui respeito, humor, educação e carinho para com todos, seja seu irmao, seu amigo, seu porteiro, seu conterraneo, o sobrevivente do mesmo mundo pirado que vc vive. Inclui crianças,mulheres, homens, velhos, adultos, gente que é facil de amar e gente que parece nao saber o que é isso. Inclui os falsos, os loucos, os doentes e qualquer tipo de pessoam, caso fosse possivel classificar a todos como se fossem produtos. Eu ja comentei por aqui que a essencia de todos os seres humanos é a mesma, logo, o que faz bem é universal. Nao falo daquele seu prazer momentaneo ao sair com amigos e dançar a noite inteira, isso pode fazer bem pra voce, mas o que faz bem para todo o mundo é, com toda a certeza, amar. Amar com o coração e com a alma. Cartas de amor sao apenas pequenas provas de amores apaixonados, porque nada se compara ao sorriso de uma criança ao receber um presente sonhado, ao brilho no olhar em retribuição a uma coisa um tanto facil de se distribuir: atenção. Nada é igual àquela sensação de alma lavada, coração limpo e mente a mil planejando as proximas vezes que voce quer repetir os momentos mais especiais da sua vida. Tudo isso porque somos os mesmos e nos alimentamos das mesmas coisas. No fundo, amar é esvaziar-se de si mesmo, para se preencher com aquilo que é Divino.Pode ser considerado egoista. E talvez até seja, mas antes de ser egoista é, sem duvida, revolucionario. Uma pessoa nao muda o mundo, mas pequenos atos de amor mudam a vida de grandes pessoas. E, muitas vezes, isso é sim mudar o mundo.
Nao se trata de nenhum dos meus devaneios ou mais uma utopia das muitas que permeiam por aí, é apenas uma comprovação daquilo que vivenciei e, portanto, ate que eu nao seja diagnosticada como louca, é real. Se é real, é possivel e se é possivel, porque nao fazer? Vamos! Ainda há tempo de vivermos sem a preocupação do que aparentamos ser, mas sim, do que realmente somos...
terça-feira, 11 de outubro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Sujeito, verbo de ligação e predicativo.
É como as pontas de um mesmo fio, que ja foram ou poderão ser unidas. Sao os extremos, mais distantes e ao mesmo tempo tao próximos, a alegria e a tristeza, a segurança e a incerteza, o medo e a confiança.É tambem, em meio a tudo isso, pisar em ovos, como diriam os mais velhos. É assim que eu me sinto, é assim que eu percebo o momento que vivo.
Não sao poucas as vezes em que nos submetemos a uma competição. Desde pequenos somos estimulados a montar o quebra cabeça primeiro, a correr mais rapido, a tirar boas notas. Sao as competiçoes o reflexo de varias características intrínsecas ao ser humano, alias, ao ser vivo. Se elas(as competiçoes) nao existissem, inventaríamos. E o vestibular não é exceção. A falta de vagas nas universidades públicas torna "obrigatório" a seleção dos mais aptos. Não só de inteligencia, mas uma competição de adaptação. Quem é mais paciente e mais concentrado, ou seja, nao necessariamente o mais estudioso, mas aquele que soube responder em uma folha de papel, exatamente o que um outro ser humano conceituou como certo. Assim, defini-se um rumo para sua vida. Ou, para pelo menos, um período dela. É como se essa fosse a competição mais complexa e mais simples conceitualmente. Como sao muitas pessoas, sao os mais variados planos de vida, objetivos(ou falta deles), personalidades. E tudo ali é selecionado por aptidoes pre estabelecidas. É quase uma regra:saia do ensino medio entre na faculdade, passando no vestibular. Simples: é uma lista na internet que caso contenha seu nome, comemore, caso contrario, utilize seu plano B. São nomes, sao computadores, sao pessoas, sao numeros e muitas vezes décimos que te separam de outros computadores, pessoas e numeros, ou seja, do laboratório de informática, dos veteranos e das notas do trabalho sobre um livro de 564 paginas para próxima semana sobre o Ensaio de Kant. Umas perguntas que num papel definem a conquista de um sonho ou o fim dele.
Não, nao é tao simples. Cada vestibulando carrega consigo um mundo de outras pessoas que torcem por ele e que trabalharam por ele, para seu bom desempenho. Cada um leva consigo seus medos, suas angústias, e horas de estudos. Em Medicina especificamente, levamos conosco noites mal dormidas, renuncias dos mais variados tipos, pressao (mesmo indireta) de todos os lados e nao apenas o terceiro ano, mas algum(ns) anos de cursinho. E, espero que na maior parte dos casos, levamos um sonho.Uma vocação. O desejo incompreensivel de ajudar o próximo no pior momento da vida,mesmo sabendo de tantas outras noites mal dormidas, da má remuneração, dos plantoes em feriados e festas de final de ano, do estudo neurótico ao longo de muitos anos. Por essas e tantas outras, que uma nota, definida em umas horas da sua vida, não é simples. Envolve momentos de alegria extrema e de crise existencial, de pequenas conquistas e de derrotas que exigem um esforço anormal para levantar rapidamente e continuar acreditando em si mesmo. São os dois extremos de um fio. Que mesmo distantes, formam pontos muito próximos.
Essa competição, paradoxalmente, nao é a seleção de quem buscou ser melhor do que os outros. Mas sim, de quem buscou ser o melhor em si mesmo. De quem fez o seu melhor, e, se ainda assim, não foi o mais "apto", acredito que os planos de Deus são temporalmente diferentes dos nossos.
Nesse sentido, futuros colegas de profissao deixam de ser concorrentes para se tornarem pessoas com uma rotina muito semelhante a sua. Passam a ser amigos. E ao mesmo tempo que o mundo insiste em lembrar que eles disputam uma vaga contigo, a amizade insiste em torcer por ele tambem. Aí está o "pisar em ovos" que citei no inicio do post. Porque voce torce por ele, mas torce por voce tambem. E até aonde o seu incentivo passar a ser hipocrisia? E ate onde suas emoçoes precisam ser contidas para nao intimidar as dele?
Por tudo isso, quem decide apropriar a expressao "vestibulando de medicina" como predicativo da frase "eu sou", assume viver oscilando entre as duas pontas de um mesmo fio: a superação de desafios.
Não, nao é tao simples. Cada vestibulando carrega consigo um mundo de outras pessoas que torcem por ele e que trabalharam por ele, para seu bom desempenho. Cada um leva consigo seus medos, suas angústias, e horas de estudos. Em Medicina especificamente, levamos conosco noites mal dormidas, renuncias dos mais variados tipos, pressao (mesmo indireta) de todos os lados e nao apenas o terceiro ano, mas algum(ns) anos de cursinho. E, espero que na maior parte dos casos, levamos um sonho.Uma vocação. O desejo incompreensivel de ajudar o próximo no pior momento da vida,mesmo sabendo de tantas outras noites mal dormidas, da má remuneração, dos plantoes em feriados e festas de final de ano, do estudo neurótico ao longo de muitos anos. Por essas e tantas outras, que uma nota, definida em umas horas da sua vida, não é simples. Envolve momentos de alegria extrema e de crise existencial, de pequenas conquistas e de derrotas que exigem um esforço anormal para levantar rapidamente e continuar acreditando em si mesmo. São os dois extremos de um fio. Que mesmo distantes, formam pontos muito próximos.
Essa competição, paradoxalmente, nao é a seleção de quem buscou ser melhor do que os outros. Mas sim, de quem buscou ser o melhor em si mesmo. De quem fez o seu melhor, e, se ainda assim, não foi o mais "apto", acredito que os planos de Deus são temporalmente diferentes dos nossos.
Nesse sentido, futuros colegas de profissao deixam de ser concorrentes para se tornarem pessoas com uma rotina muito semelhante a sua. Passam a ser amigos. E ao mesmo tempo que o mundo insiste em lembrar que eles disputam uma vaga contigo, a amizade insiste em torcer por ele tambem. Aí está o "pisar em ovos" que citei no inicio do post. Porque voce torce por ele, mas torce por voce tambem. E até aonde o seu incentivo passar a ser hipocrisia? E ate onde suas emoçoes precisam ser contidas para nao intimidar as dele?
Por tudo isso, quem decide apropriar a expressao "vestibulando de medicina" como predicativo da frase "eu sou", assume viver oscilando entre as duas pontas de um mesmo fio: a superação de desafios.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Sobre fronteiras II
Então, talvez essas fronteiras que separam povos, etnias, culturas, línguas e países sejam as mais lembradas. As fronteiras geográficas e, muitas vezes, físicas, são talvez o conceito mais substancial do que é realmente uma fronteira. Mas, e aquelas que nao separam algo físico exatamente? Aquelas que nao estao nos mapas, mas no nosso cotidiano? Aquelas que nao separam povos diferentes, mas pessoas que formam o mesmo povo? Ideologias, falsas verdades, pré-conceitos. Aquilo que, por mais que nao cause guerras nucleares, mata as pessoas aos poucos. Machuca, e é capaz de transformar coisas boas em coisas nem tao boas assim. Em outras palavras, seja sexual, racial, social, ou aquele mesmo que vc tem ao conhecer alguem (um pouco) diferente de ti, o preconceito é a criação de fronteiras próprias que, inultimente, separam quem as cria da oportunidade de enriquecer o seu próprio mundo, a partir da experiencia com o outro. Pessoas sao tao diferentes quanto iguais. E, quanto mais isso for usado ao nosso favor, melhor para nós mesmos e para o meio que nos cerca. Se "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", pq nao compartilhamos o que vivemos cotidianamente? E se ainda assim, somos diferentes, aquilo que nos forma,ou seja, atomos, moleculas, material genético, proteinas e outras substancias, se distingue em menos de 1% de um individuo pro outro. Nesse sentido, se uma máquina é composta dos mesmos parafusos, nos mesmos encaixes e na mesma sintonia que outra, pq colocá-las em níveis distintos? Sim, eu tambem acho que o ser humano nao é uma máquina. É muito mais. E por isso mesmo é capaz de ser maior do que as linhas, rios, muralhas, placas, muros, cercas, racismos e fobias que nos separam. Basta que antes de fronteiras, haja uma virtude pouco presente, mas bem necessaria: a tolerancia.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Abaixo
Eu vou continuar o post sobre fronteiras depois, se nao perco muito tempo. Mas ressalto que as questões aqui reveladas são de opinião própria e quanto a essa questão complexa e geopolitica especificamente eu nao tenho opiniao. Acredito nas razoes de ambos os lados e se houvesse uma solução, com certeza ja teria sido tomada pelos grandes líderes. Ignore os erros de digitação<<<<mania de nao reler o que eu escrevo:)
queridos poucos leitores, obrigada por estarem aqui :) e lembre-se, feed backs sao otimos hahahaha
Lia.
queridos poucos leitores, obrigada por estarem aqui :) e lembre-se, feed backs sao otimos hahahaha
Lia.
Sobre fronteiras
Pode ser um traço, um rio, um monumento, um documento, uma placa com alguns dizeres, um muro, uma cerca, uma palavra, uma roupa, um tratado. Seja qual for a forma pela qual se manifesta, as fronteiras podem ser (in)dispensáveis.
O que exatamente define um país? Geopoliticamente, um povo, um Estado e um lugar.Um território.Mas o que define um território?O que faz esse lado ser meu e aquele ali seu? E qual sera exatamente a demarcação? Uma placa, um rio ou uma cerca sao suficientes para separar histórias, língua, cultura, pessoas?Por que ser colocada aqui e não logo ali? Sim, eu sei que cada caso é um caso, e na maior parte das vezes(para nao dizer em todas), geopoliticamente, o maior potência decide. Eu vou até aqui porque eu tenho dinheiro e poder o suficiente para isso. Ok, simples. Não, não é simples. Para pegar o caso com mais repercurssão e, por isso, mais conhecido: Milhares de palestinos e israelenses ja morreram durante anos buscando a resposta daquelas perguntas. Buscando saber qual será o limite entre a minha Terra Prometida e o seu território, seu, por ocupação. Explico. Aliás, olha a minha prepotencia querendo explicar uma questão histórica, complexa e muitoo, mas muito antiga. Na verdade, em resumo bem resumido e levando em consideração a minha posição de estudante (que nunca foi para lá e nao conhece nenhuma pessoa vivente dessa situação), a questão é basicamente a disputa de dois povos por um território, objetivando o reconhecimento de um Estado Nação. Antes de Cristo, Moises foi incumbido de levar o povo judeu a Terra Prometida(da onde jorraria leite e mel). Libertando-os da escravidao, levou-os ao que hoje é a terra na Ásia próxima do Egito, da Jordânia e da Síria. Depois, por muito tempo, foram expulsos de lá e se dispersaram pelo mundo. Queeeem chegou lá? Sim, os árabes hoje chamados de Palestinos, o que nao é muito espantoso ja que aquela região tem vários deles.
Passado alguns anos, os judeus, antes dispersos, se organizaram num movimento e decidiram voltar ao que era deles, por direito(para eles). Juntos então, judeus e palestinos, iniciam a matéria que mais pira os estudantes que não sao fãs de geografia(prazer):a questão palestina. Muitas guerras desde então ocorrem entre judeus e todos os arabes ao redor e no interior desse territorio, que talvez seja o mais conturbado da face da Terra. Isso tudo porque, o que antes era uma questão de fronteira, agora é uma questao ideológica, enraizada, que envolve religião, história, etnia, vingança, honra. Atormenta muito mais do que as grandes potências, as crianças, que ja nascem sabendo que o maior inimigo é aquele do outro lado da rua, do outro lado da Faixa, do outro lado dos fuzis. E aí, quem tem exatamente o poder para resolver a questão? Por enquanto(sim, eu sou otimista), ninguem, caso contrário, ninguem mais morreria diariamente naquela região. Mas o destaque é para a fronteira, se presente, pode gerar conflitos épicos, mas se ausente, esses podem ser maiores ainda.
O que exatamente define um país? Geopoliticamente, um povo, um Estado e um lugar.Um território.Mas o que define um território?O que faz esse lado ser meu e aquele ali seu? E qual sera exatamente a demarcação? Uma placa, um rio ou uma cerca sao suficientes para separar histórias, língua, cultura, pessoas?Por que ser colocada aqui e não logo ali? Sim, eu sei que cada caso é um caso, e na maior parte das vezes(para nao dizer em todas), geopoliticamente, o maior potência decide. Eu vou até aqui porque eu tenho dinheiro e poder o suficiente para isso. Ok, simples. Não, não é simples. Para pegar o caso com mais repercurssão e, por isso, mais conhecido: Milhares de palestinos e israelenses ja morreram durante anos buscando a resposta daquelas perguntas. Buscando saber qual será o limite entre a minha Terra Prometida e o seu território, seu, por ocupação. Explico. Aliás, olha a minha prepotencia querendo explicar uma questão histórica, complexa e muitoo, mas muito antiga. Na verdade, em resumo bem resumido e levando em consideração a minha posição de estudante (que nunca foi para lá e nao conhece nenhuma pessoa vivente dessa situação), a questão é basicamente a disputa de dois povos por um território, objetivando o reconhecimento de um Estado Nação. Antes de Cristo, Moises foi incumbido de levar o povo judeu a Terra Prometida(da onde jorraria leite e mel). Libertando-os da escravidao, levou-os ao que hoje é a terra na Ásia próxima do Egito, da Jordânia e da Síria. Depois, por muito tempo, foram expulsos de lá e se dispersaram pelo mundo. Queeeem chegou lá? Sim, os árabes hoje chamados de Palestinos, o que nao é muito espantoso ja que aquela região tem vários deles.
Passado alguns anos, os judeus, antes dispersos, se organizaram num movimento e decidiram voltar ao que era deles, por direito(para eles). Juntos então, judeus e palestinos, iniciam a matéria que mais pira os estudantes que não sao fãs de geografia(prazer):a questão palestina. Muitas guerras desde então ocorrem entre judeus e todos os arabes ao redor e no interior desse territorio, que talvez seja o mais conturbado da face da Terra. Isso tudo porque, o que antes era uma questão de fronteira, agora é uma questao ideológica, enraizada, que envolve religião, história, etnia, vingança, honra. Atormenta muito mais do que as grandes potências, as crianças, que ja nascem sabendo que o maior inimigo é aquele do outro lado da rua, do outro lado da Faixa, do outro lado dos fuzis. E aí, quem tem exatamente o poder para resolver a questão? Por enquanto(sim, eu sou otimista), ninguem, caso contrário, ninguem mais morreria diariamente naquela região. Mas o destaque é para a fronteira, se presente, pode gerar conflitos épicos, mas se ausente, esses podem ser maiores ainda.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sobre sonhos
Eu sei, eu prometi e eu cumprirei, por isso, o pequeno post de hoje contem poucas palavras minhas e elas nao trazem filosofias. Mas precisava deixar "guardado" esse poema que diz tanta coisa em apenas tres estrofes. Aqui vai. Reflita voce mesmo. Ou simplesmente leia, tanto faz, o importante é conhecê-lo.
"Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas."
"Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas."
Clarice Lispector
http://www.youtube.com/watch?v=iSbiKzU4-jI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=iSbiKzU4-jI&feature=related
sábado, 13 de agosto de 2011
Tudo tudo tudo
No próximo post, nao filosofarei. Vamos discutir sobre política, a ciência, religiao, violencia, a globalização, qualquer coisa que nao tenha haver com sentimentos, com esperança. Algo mais concreto, menos abstrato, menos complexo. Ok, nao consegui. Se voce ainda nao entendeu, o próximo post, é esse aqui e eu nao falarei de nada citado. Fica pra próxima...
Aos poucos, e bem aos poucos mesmo(voce pode olhar nas datas aqui do lado), eu estou descobrindo uma nova face das palavras. Todo mundo sempre diz e está escrito em todo lugar, sobre seu poder de transformar, de somar, de mudar, enfim, sobre o poder das letras. Mas nunca se sabe a plenitude de algo se esse algo nao for vivido. E com elas nao foi diferente. É como se ao final de cada post, eu fosse um pouquinho mais diferente do que era ao iniciá-lo. Algumas vezes, vem aquele sentimento de trabalho mal- feito, e outras, a sensação de dever cumprido, ou mesmo, de alívio, por poder, de alguma forma, extravasar aquilo que transborda ou o que sufoca....Assim, o pior analfabetismo talvez seja aquele que, mesmo reconhecendo-as, nao utiliza as palavras em toda a sua essencia.
São elas que, além de me acompanhar durante muitas horas do dia nos livros didáticos, me ajudam a entender um pouco sobre o que se passa dentro de nós. Quando as coisas nao vao la muito bem, "o tudo" junto com o "vai dar certo", alem daquela outra, a tal da "esperança" e "fé" se juntam todas num verdadeiro espetáculo na minha mente. Para me movimentarem para frente. Sempre pra frente. Palavras sao a simplificação daquilo que temos de mais profundo. É como se o "everything is gonna be alright" nao se finalizasse em si e sim no que conceitua. Mas, só de imaginá-lo em letreiros luminosos, alguma coisa muda.
Afinal, se nao for assim, se nao for nossa esperança de que tudo vai dar certo, a gente para. Pelo menos eu paro. E parar, sei la, é tao meio do caminho, é tao sem graça. No fim, voce estará no mesmo lugar e nada aconteceu, nem de bom, nem de ruim...
Ok Lia, super fácil nao pensar em desistir pra voce né? Nao. Eu sei que nao. Não necessariamente desistir, mas as vezes, cansa. Cansa andar, cansa cair, cansa continuar. Tirando aquelas exceçoes dignas de muita admiração, acredito que a maior parte de nos, mortais, se importa sim de fazer um tremendo esforço para levantar e, logo depois, tropeçar e enfim, encontrar outra "queridíssima pedra" no caminho. Desculpe-me a metáfora mais batida de todos os tempo, mas eu nao consigo ver de outra forma a nao ser essa. A de que voce tem uma estrada, um caminho, quer chegar laaaa na frente, mas ela nao é plana, não é pequena, não é livre,não é larga, não é facil. Além disso, ela nao é a única. Ou seja, nao bastasse todo o medo, força, energia, otimismo, ainda tem a angústia de ter escolhido a certa ou não.
Por mais que voce saiba, se conveça e acredite de verdade que tudo vai passar. Isso ainda é muito pouco para "transformar" seus momentos de desânimo, em momentos simples, pouco importantes. Contudo, são esses os momentos mais inspiradores. Bem dizia uma pessoa muito especial, que quando estamos felizes, o que interessa é viver assim. É bom. Ma são os momentos tristes que nos fazem pensar, refletir e nos constroem como pessoa. Assim, inspiração nao significa, necessariamete, bons textos. Com toda certeza, porém, sao os textos mais sinceros...
Lia
Obs: Sempre me incomodou pessoas implorando por comentários. Por isso, nao quero pedi-los para ninguem, cada um o faz por livre e espontanea vontade. Maaas, eu queria taaanto saber se isso aqui conta comigo e comigo mesmo. Se está ruim, bom ou indiferente. Sei la, qualquer feed back seria muito bem vindo! Try it:)
Aos poucos, e bem aos poucos mesmo(voce pode olhar nas datas aqui do lado), eu estou descobrindo uma nova face das palavras. Todo mundo sempre diz e está escrito em todo lugar, sobre seu poder de transformar, de somar, de mudar, enfim, sobre o poder das letras. Mas nunca se sabe a plenitude de algo se esse algo nao for vivido. E com elas nao foi diferente. É como se ao final de cada post, eu fosse um pouquinho mais diferente do que era ao iniciá-lo. Algumas vezes, vem aquele sentimento de trabalho mal- feito, e outras, a sensação de dever cumprido, ou mesmo, de alívio, por poder, de alguma forma, extravasar aquilo que transborda ou o que sufoca....Assim, o pior analfabetismo talvez seja aquele que, mesmo reconhecendo-as, nao utiliza as palavras em toda a sua essencia.
São elas que, além de me acompanhar durante muitas horas do dia nos livros didáticos, me ajudam a entender um pouco sobre o que se passa dentro de nós. Quando as coisas nao vao la muito bem, "o tudo" junto com o "vai dar certo", alem daquela outra, a tal da "esperança" e "fé" se juntam todas num verdadeiro espetáculo na minha mente. Para me movimentarem para frente. Sempre pra frente. Palavras sao a simplificação daquilo que temos de mais profundo. É como se o "everything is gonna be alright" nao se finalizasse em si e sim no que conceitua. Mas, só de imaginá-lo em letreiros luminosos, alguma coisa muda.
Afinal, se nao for assim, se nao for nossa esperança de que tudo vai dar certo, a gente para. Pelo menos eu paro. E parar, sei la, é tao meio do caminho, é tao sem graça. No fim, voce estará no mesmo lugar e nada aconteceu, nem de bom, nem de ruim...
Ok Lia, super fácil nao pensar em desistir pra voce né? Nao. Eu sei que nao. Não necessariamente desistir, mas as vezes, cansa. Cansa andar, cansa cair, cansa continuar. Tirando aquelas exceçoes dignas de muita admiração, acredito que a maior parte de nos, mortais, se importa sim de fazer um tremendo esforço para levantar e, logo depois, tropeçar e enfim, encontrar outra "queridíssima pedra" no caminho. Desculpe-me a metáfora mais batida de todos os tempo, mas eu nao consigo ver de outra forma a nao ser essa. A de que voce tem uma estrada, um caminho, quer chegar laaaa na frente, mas ela nao é plana, não é pequena, não é livre,não é larga, não é facil. Além disso, ela nao é a única. Ou seja, nao bastasse todo o medo, força, energia, otimismo, ainda tem a angústia de ter escolhido a certa ou não.
Por mais que voce saiba, se conveça e acredite de verdade que tudo vai passar. Isso ainda é muito pouco para "transformar" seus momentos de desânimo, em momentos simples, pouco importantes. Contudo, são esses os momentos mais inspiradores. Bem dizia uma pessoa muito especial, que quando estamos felizes, o que interessa é viver assim. É bom. Ma são os momentos tristes que nos fazem pensar, refletir e nos constroem como pessoa. Assim, inspiração nao significa, necessariamete, bons textos. Com toda certeza, porém, sao os textos mais sinceros...
Lia
Obs: Sempre me incomodou pessoas implorando por comentários. Por isso, nao quero pedi-los para ninguem, cada um o faz por livre e espontanea vontade. Maaas, eu queria taaanto saber se isso aqui conta comigo e comigo mesmo. Se está ruim, bom ou indiferente. Sei la, qualquer feed back seria muito bem vindo! Try it:)
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